História

Sendo o sucessor do Nintendo Entertainment System (NES), conhecido no Japão como Famicom (Family Computer), fora batizado com o mesmo nome acrescido de Super (Super NES e Super Famicom (Super Family Computer)).

Fora lançado ao fim de 1990 no Japão, nos EUA em Novembro de 1991 e depois em 1992 na Europa.

A versão européia do console (lançado em 1993) é visualmente idêntica ao modelo japonês. O controle também é praticamente idêntico, com botões coloridos. Porém na Europa o sistema de cores do console é PAL, enquanto no Japão e EUA é NTSC.

No Brasil, chegou oficialmente apenas no fim de 1993, lançado pela Playtronic (uma joint-venture entre duas empresas, a Gradiente e a Estrela), representante oficial da Nintendo no país à época. Já em versão transcodificada para PAL-M. Inclusive sendo fabricado por muitos anos em Manaus, até a saída da Gradiente do ramo, em 2002.

A Nintendo garantiu seu sucesso especialmente por manter velhos parceiros, como Capcom, Konami, Tecmo, Square, Koei e Enix, que mantinham a exclusividade da Nintendo de séries como Mega Man, Final Fantasy e Dragon Quest.

O Super NES, após anos de sucesso, fora seguido pelo Nintendo 64 no fim de 1996 pela Nintendo. O N64 não obteve o mesmo sucesso do anterior, sendo superado pelo PlayStation.

Atualmente, utilizando emuladores como zSNES, Snes9X e uosnes, é possível emular os jogos de Super Nintendo no computador, com desempenho superior ao console original.

Fonte: Wikipédia

—————-

Nintendo: dos baralhos aos games

A história da Nintendo é mais velha do que muitos imaginam. Tudo começou em 1889, quando Fusajiro Yamauchi fundou então a Nintendo Koppai, uma fabricante de baralhos situada em Kyoto. Os baralhos em questão são conhecidos como Hanafuda, que consiste de 48 cartas diferentes. São 12 conjuntos de 4 cartas cada. Cada conjunto representa um mês do ano e a flor que floresce nessa época. Cada carta é ilustrada com a flor do conjunto e pode, também, conter outros elementos como objetos, animais ou humanos. Yamauchi conseguiu algum êxito e dinheiro, vendendo seus baralhos em lojas da Nintendo em Kyoto e Osaka. Seu baralho fazia tanto sucesso que até membros da Yakuza (a máfia japonesa) usavam para jogar em seus encontros e jogos de apostas. Com a demanda crescendo, Yamauchi contratou um pessoal para ajudá-lo a produzir o baralho em larga escala, tornando então o “poderoso chefão” do Hanafuda.

E assim a popularidade da Nintendo Koppai foi crescendo, assim como os negócios. Já nos anos de 1900, a empresa já contava com parcerias outras companhias para vender o seu baralho. Nesta época, Nintendo Koppai tornou-se a primeira empresa a produzir e distribuir baralhos ocidentais no Japão (só lembrando que naquela época o Japão era bem conservador e não admitia produtos estrangeiros em seu país, inclusive baralhos). Em 1929 Fusajiro Yamauchi, já podre de rico, aposentou-se, e deixou então para o seu “ciccerone” (esse negócio de máfia pega, rs) Sekiryo Yamauchi, que é na verdade seu genro, a maior empresa de baralhos do Japão.

Sekiryo ficou 20 anos no poder da empresa, sendo reconhecido como um bom líder e empresário. Em 1949 foi a sua vez de se aposentar, deixando o lugar para o seu filho, Hiroshi Yamauchi, porém, diferente de seu pai, ele não era bem visto pelos empregados, que diziam ser ele arrogante, imprevisível e bastante temperamental. Mas graças a ele e ao seu comando de mãos de ferro, a Nintendo é hoje uma das maiores na indústria de games. Ele se aposentou em 2002 e recusou a aposentadoria de 9 milhões achando que a empresa iria fazer melhor uso com o dinheiro.

Nos 10 anos seguintes Hiroshi fez diversas mudanças. Mudou o nome da empresa para Nintendo Karuta Co. Ltd., mudou a empresa base de edifício e começou a produção de baralhos plastificados.

Em 1959 Hiroshi fechou um acordo com Walt Disney para a produção de baralhos com os famosos personagens americanos, com resultados satisfatórios. Em 1963 Hiroshi então mudou o nome da empresa novamente, para Nintendo Co. Ltd, nome esse que continua nos dias de hoje.

Uma das razões para a mudança de nome era para que ele pudesse expandir o ramo de produtos da empresa para além dos baralhos, que estavam sendo feitos há mais de 70 anos. Alguns desses novos “produtos” eram bastante diferentes do que o fundador original havia imaginado.

Hiroshi então montou o que podemos chamar de … “love hotel”… quartos eram alugados por hora, para fazerem vocês sabem o que…é, quem diria, a conservadora Nintendo já serviu de Motel!!! (curiosamente esses “Love Hotel” parece ser uma rede bem popular lá no Japão, não sendo um nome exclusivo da Nintendo). E é claro que o próprio Hiroshi tirava proveito indo visitar seu love hotel algumas vezes (claro que era apenas para supervisionar seu negócio :P), o que não deixou sua esposa muito feliz, não concordando com o empreendimento.

Além do hotel, ele também criou uma firma de táxi, que até durou por um tempo, mas em alguns anos a Nintendo começou a perder verdinhas quando poderosos sindicatos de taxistas aumentaram seus salários.

Hiroshi fechou a companhia de táxi e pouco depois fechou as portas do seu love hotel.

Após suas tentativas frustradas em se aventurar em outros negócios, Hiroshi criou em 1964 o primeiro centro de pesquisas e desenvolvimento da Nintendo, batizada simplesmente de “Games”, que eram brinquedos para crianças, nada a ver com games eletrônicos. Isso até chegar um jovem empregado chamado Gunpei Yokoi (apenas a mente por trás do primeiro Game Boy e de jogos como Metroid, Donkey Kong e Super Mario, juntamente com Shigeru Miyamoto, outra lenda no mundo dos games). Yokoi começou a bolar brinquedos inovadores que faziam sucesso, como a Ultra Hand, Ultra Machine, Love Tester (huuummm) e Ultra Scope. A Nintendo então fechou um acordo com a Sharp Eletronics para usar a sua tecnologia de sensor óptico em alguns de seus brinquedos, e assim nasceram jogos de pistolas com sensores.

O departamento de brinquedos da Nintendo rapidamente floresceu, com Gunpei Yokoi na liderança na fabricação dos brinquedos eletrônicos, inclusive na fabricação de arcades com as pistolas de sensor. Na metade dos anos 70, Nintendo passou pro problemas financeiros por causa de crises no Japão. Querendo manter o recente sucesso da Nintendo na área de entretenimento, Yamauchi resolveu entrar em um acordo com a Magnavox para a distribuição do videogame Oddysey em solo japonês. O Oddysey vendia bem, mas a Nintendo tinha planos mas ambiciosos em mente. Contratando membros da Sharp Eletronics e com Gunpei Yokoi, Nintendo resolveu ela mesmo entrar no negócio de videogames. Criaram alguns arcades, que fizeram algum sucesso, mas que não eram páreo contra Space Invaders da Taito ou Pac-Man e Galaga da Namco.

Nintendo domina o mundo

Final dos anos 70 e início dos 80, o mercado mundial, principalmente o americano, era dominado pela Atari e videogames similares, uma febre mundial. A coisa foi tão boa que havia milhares de jogos, a maioria ruins, no mercado consumidor. Isso espantou as pessoas levando ao famoso “crash dos videogames”, em 1984, que quebrou quase todas as empresas da área, inclusive a Atari. É como se uma bomba nuclear tivesse devastado a indústria de videogames.

Porém, do outro lado do mundo, em 1983, quase 100 anos depois de sua criação, a Nintendo lançaria o “Family Computer” ou simplesmente “Famicom” (o Nes 8 bits). Suas especificações técnicas deixavam as dos adversários (principalmente a Atari) no “chinelo”. As vendas no Japão iam bem, até a data do “crash” já havia sido vendidas 2,5 milhões de unidades somente no Japão. Pipocavam as empresas que queriam desenvolver jogos para o sistema.

Instalada nos EUA em 1981, a Nintendo of America resolveu lançar o seu vitorioso Famicom nas terras do tio Sam. Mas no início ele não foi bem aceito, pois as pessoas ainda estavam temerosos pelo crash de 1984. A Nintendo teve um duro trabalho para convencer os lojistas a venderem seu produto. Ele foi mostrado pela primeira vez na Consumer Eletronics Show de 84, com um visual nada bonito e cheio de parafernálias. O público não gostou.

Na CES do ano seguinte o aparelho retornou, agora totalmente reformulado e com o nome de Nintendo Entertainment System (sistema de entretenimento? Playstation?) e a aceitação foi melhor. Após gastar a sola do sapato para convencer as lojas a venderem o Nes, o videogame acabou sendo um sucesso, e os EUA foi o país em que mais se vendeu o console.

Em 1984, uma respeitável empresa de arcades resolve peitar o monopólio da Nintendo. Surgia a Sega no mercado de videogames caseiros com o seu Master System. Apesar de tecnicamente superior ao Nes, o Master não teve vida longa nos EUA e Japão, porém fez estrondoso sucesso na Europa e na América do Sul (nesses lugares o Master System era bem mais popular que o Nes). Mas não o bastante para ameaçar o império da Big N.

No final de 1988 a Sega mostra as garras e lança então o poderoso Mega Drive, o primeiro videogame de 16 Bits: um visual bonito e arrojado, controles anatômicos perfeitos, impressionando a todos com jogos sofisticados e compatíveis com os arcades da época. Curiosamente, o Japão foi o único lugar em que o Mega Drive não emplacou. Mas nos EUA e no resto do mundo ele conheceu a glória no início dos anos 90. Lançado nos EUA com o nome de Genesis, ele rapidamente caiu no gosto dos americanos. Fez muito sucesso também na Europa e na América do Sul, repetindo sucesso do Master System nesses continentes. Aqui no Brasil, representado pela Tec Toy, foi dono e senhor do mercado.

A Nintendo, pela primeira vez na sua história se viu ameaçada. Apesar de ter 90% do mercado com o Nes, estava perdendo terreno para o novo mercado de 16 Bits que a Sega iniciou. A Nintendo precisava de um sucessor para o seu aclamado console de 8 Bits, para enfrentar a nova ameaça do console negro.

E surge o sucessor

Masayuki Uemura (esse aí de cima com cara de nerd), o mesmo homem por trás do desenvolvimento do Famicom anos atrás, foi chamado para encabeçar a equipe que deveria desenvolver o videogame da próxima geração. E assim, no final de 1990, seria lançado no Japão o Super Famicom, que logo se tornou um sucesso. O console, por ser quase 2 anos mais novo que o concorrente, possuía gráficos e feitos audiovisuais bem mais sofisticados que o rival. Ele conseguia colocar até 256 cores simultaneamente na tela, de uma paleta de mais de 32.000 cores; movimentava sprites com efeitos de rotação, zoom e transparência; seu controle, apesar de não ser tão anatômico (parecia um osso) como o do Mega Drive, tinha 8 botões. Mas o poderoso videogame tinha um calcanhar de aquiles: o seu processador era muito lento, que rodava a apenas 3,57 MHz. Perdia de feio para o Mega Drive, que rodava a 7,67 MHz. Pode parecer pouca coisa, mas isso faria a diferença para o tipo de jogos lançado para cada console. O Super Famicom rodaria os RPGs (o gênero preferido dos japoneses, por isso o grande sucesso no Japão) com maior facilidade, pois são jogos “lentos” que não necessitavam tanto do processador. Já o Mega Drive se daria bem com jogos de esporte e plataforma. E assim, com o monopólio das melhores softhouses fazendo jogos exclusivos para o seu poderoso videogame (coisa que acontecia desde a época do Famicom), o Super Famicom rapidamente foi um sucesso estrondoso no Japão.

Mas a Nintendo cometeu um erro estratégico, e demorou a lançar o videogame no mercado americano. Apenas no final de 1991 é que o então Super Nintendo Entertainment System chegaria � s lojas americanas, com um novo visual lembrando uma caixa de sapatos (é, a Nintendo nunca foi muito boa com o design de seus consoles) e na cor branca, seguindo o padrão do antecessor. Foi inicialmente vendido por US$ 200 e vinha acompanhado do jogo Super Mario World. Na Europa foi lançado algumas semanas depois e aqui na América do Sul só importando, hehe (só em 1993 ele viria para o Brasil pela Playtronic).

Porém, o domínio da Nintendo no mercado japonês não se repetiu nos mercados americano e europeu. Com a demora do lançamento do seu Super Nintendo, deu tempo de sobra para a Sega consolidar firmemente o Mega Drive/Genesis na Europa e EUA, com preços atrativos do console e games e uma agressiva campanha de marketing nos EUA. O Super Nintendo vendeu bem, mas como a Nintendo dominava o mercado de 8 Bits com o Nes, agora era a Sega que dominava o mercado de 16 Bits.

Foi então que a Nintendo levou o golpe mais duro da Sega, na forma de um ouriço azul: Sonic The Hedgehoc. Sega joga pesado e coloca o carismático personagem para competir com o Super Nintendo. E não é que o ouriço deu um cacete no Snes e no velho Mário? A Sonic-mania espalhou-se pelo mundo com o jogo de ação supremo, ajudando a Sega a continuar a vender seu 16 Bits com uma larga vantagem. Daquele jeito, nem com 500 Super Marios o Super Nintendo podia chegar perto.

E a Nintendo teve que engolir um segundo lugar, mas ela não ia deixar barato, jamais entregaria assim a liderança do mercado americano e europeu. A rivalidade entre as duas empresas cresceu como nunca, e Nintendo e Sega produziram o que é provavelmente a mais notória guerra de consoles da história. Gamers se dividiam entre uma ou outra (os fãs mais fanáticos, os mais espertos tinham os dois consoles). A guerra acabou indo parar nas mãos dos games, tanto uma quanto outra lançavam games cada vez melhores. Até que, um certo dia, a Nintendo viu uma luz no fim do túnel…

E chegam os lutadores de rua

Em 1992 veio a salvação do Super Nintendo graças a Capcom, que lançaria para o console o seu já consagrado game de arcade Street Fighter II, em uma conversão mais do que perfeita para o console da Nintendo.

Finalmente o Super Nintendo começou a decolar no ocidente, no Japão ele já dominava o mercado, agora faltava o resto do mundo. Mas a Sega estava preparada e contra-atacou com excelentes jogos para o Mega Drive, como Sonic 2 e Streets of Rage 2, além de que Street Fighter 2 sairia para Mega Drive um tempo depois.

A Nintendo ainda tinha que engolir o segundo lugar, mas desta vez estava mais próxima. A Sega possuía 56% do mercado contra 44% da Nintendo. O mercado estava completamente dividido entre as duas empresas e a guerra tinha chegado ao seu ápice. Foi então que surgiu, em 1994, a arma secreta da Nintendo que a colocaria novamente ao topo. Um personagem já esquecido seria ressuscitado e faria que o Super Nintendo assumisse a liderança do mercado dos 16 Bits…

A volta do Kong

Em 1981, Shigeru Miyamoto cria o jogo para arcade Donkey Kong (algo como “Gorila Burro”) e que rapidamente vira um grande sucesso comercial. O jogador, um carpinteiro nanico, devia salvar a namorada que havia sido raptada pelo raivoso gorila. O carpinteiro ganha o nome de Mario, e tempos depois viria a estrelar seu próprio game, o pouco famoso Mario Bros.

Um fato curioso, em 1982 a Nintendo seria processado pela Universal Studios por plágio do seu filme King Kong. Porém a Universal caiu do cavalo pois não sabia ela que King Kong já havia entrado em domínio público, ou seja, não possuía mais direitos autorais. Pagou um senhor mico, ou devo dizer um senhor Kong? E pra sorte da Nintendo, pois está na cara que o game é chupadaço de King Kong, ehehe

Em 1991 a empresa Rare lança para o nintendinho o game Battletoads, game com sapos guerreiros anabolisados, que rapidamente virou um grande sucesso. O jogo seria relançado para o Super Nintendo em 1993, com o nome de Battletoads in Battlemaniacs. Depois disso a empresa tomou chá de sumiço. Durante esse tempo ela estava investindo em estações gráficas da Silicon Graphic, permitindo a ela a criação de uma nova tecnologia, a ACM (Advanced Computer Modeling). Essa nova tecnologia permitiu o desenvolvimento de gráficos de qualidade incrível para o Super Nintendo. A Big N, impressionada com os resultados, propôs que a Rare escolhesse um personagem da empresa para a criação de um game usando a nova tecnologia. O escolhido foi Donkey Kong.

Em 1994 a Rare iria surpreender o mundo ao lançar Donkey Kong Country para o Super Nintendo. O jogo era revolucionário, mostrava gráficos que até então jogo nenhum havia conseguido reproduzir em 16 Bits: gráficos pré-renderizados 3D em um console 2D. O jogo foi o maior sucesso, as vendas do Super Nintendo dispararam, e finalmente a Nintendo consegue recuperar seu primeiro lugar no mercado de 16 Bits. Mais dois jogos do DK foram lançados para o Super Nintendo, mas não chegaram a impressionar tanto como o primeiro, afinal já estávamos entrando na era dos 32 Bits.

Aliado a isso e ao fato de em 1995 o presidente da Sega ter decidido parar com a produção e suporte ao Mega Drive, para se dedicar exclusivamente ao Saturn (que apanhou feio do Playstation) e a demissão do chefão da Sega of America, Tom Kalinske (grande estrategista e o principal responsável pelo sucesso da Sega nos EUA), não ficou difícil para a Nintendo dominar rapidamente o mercado, transformando o Super Nintendo o 16 Bits mais vendido na história. O Super Nintendo teve sua produção encerrada somente em 2000, e no Japão parece que ele ainda durou um pouco mais.

Só por curiosidade… a parceria entre a Rare e a Nintendo terminou no fim de 2002, quando a Rare se bandeou pro lado da Microsoft (dizem que Bill Gates desembolsou U$377 milhões de verdinhas para adquirir a empresa) e agora irá produzir games exclusivos para o XBox. Mas apesar disso, ela continuará a desenvolver games para as plataformas da Nintendo.

Playstation da Nintendo?

Com o lançamento do Sega CD para o Mega Drive a Nintendo rapidamente tomou medidas para lançar um leitor de CDs para o Super Nintendo. Para tal propósito ela firmou um contrato com a Sony para a criação do aparato para o seu 16 Bits. Chamado na época de Super Disc, que rodaria jogos em cartucho do Super Nintendo e jogos em CD, assim como o Mega Drive e Sega CD.

Porém durante o projeto houve discordâncias entre as empresas. A Sony queria uma porcentagem das vendas do aparelho e games, que agora fora renomeado de PlayStation, que a Nintendo não aceitou . Sony então anuncia que havia conseguido os direitos de distribuição do novo aparelho. A Nintendo não gostou nada da notícia (a Big N é famosa por querer ter o controle de tudo) e no dia seguinte do anúncio da Sony, a Nintendo foi a público fazer o seu próprio anúncio, mas ao invés de firmar o pacto com a Sony como todos esperavam, disse que estava criando um leitor de CDs para o Super Nintendo com a Phillips. A Sony não gostou e as duas cortaram relações de vez, porém a Sony continuou o seu projeto do Playstation, que foi lançado em 1994, totalmente remodelado e sem nenhum laço com a Nintendo. A Nintendo tentou medidas judiciais para impedir o lançamento e a fabricação, mas perdeu em várias instâncias nos Estados Unidos e Japão.

Ironicamente, o Playstation dominou o mercado, que antes pertencia a Sega e a Nintendo, tornando-se o videogame mais vendido da história (mais de 100 milhões de consoles vendidos). Essa a Nintendo teve que engolir no seco, deve estar entalado na garganta até hoje.

E o acordo entre a Nintendo e a Phillips também não deu em nada, ou melhor, resultou sim, no CD-i, um aparelho interativo que não agradou muito, mas que foi lançado apenas pela Phillips, que ganhou também o direito de lançar alguns games da Nintendo para o console.

Mario? Que Mario?

Esse é um Mario que todo mundo deve conhecer. Como já dito, a primeira aparição de Mario se deu no arcade do Donkey Kong, criado em 1981. Mario possui o visual de hoje graças a fraca tecnologia de 1981:

Chapéu: Não haviam pixels suficientes para representar os movimentos dos cabelos enquanto Mario pulava, então Miyamoto deu a Mario um chapéu para cobrir os cabelos.

Bigode: De novo, devido a quantia limitada de pixels loteada pelo personagem, Mario tem um grande nariz e um bigode porque Miyamoto queria que as pessoas notassem que Mario tinha um nariz.

Macacões: Para se ver os movimentos dos braço do Mario, seus braços precisavam ser de uma cor diferente de seu corpo. Miyamoto deu a Mario macacões vermelhos para resolver este problema. Mario tinha a camisa azul e macacões vermelhos para Donkey Kong e Donkey Kong Jr. As cores foram trocadas para camisa vermelha e macacões azuis quando Mario Bros. estourou nos arcades.

Quando Super Mario Bros. foi lançado para o Nintendo Entertainment System, Mario tinha seus macacões vermelhos originais, mas sua camisa era de uma cor castanha. Em Super Mario Bros. 2, Mario voltou a usar seu conjunto secundário de camisa vermelha e macacões azuis, e esse esquema de cores não se alterou desde então.

Mas o estrelato mesmo só viria em 1985, com o lançamento de Super Mario Bros., um dos primeiros jogos de plataforma do tipo side-scrolling. O sucesso foi tanto que o game foi responsável pelo sucesso de vendas do console Nes. Super Mario Bros. é um dos jogos mais vendidos de toda a história dos videogames, nem mesmo suas continuações venderam tanto quanto ele (teve ainda duas continuações no Nes). Sem falar que foi o grande sucesso do designer de jogos japonês Shigeru Miyamoto, o principal responsável pelo sucesso da Nintendo.

Mas o que levou Super Mario Bros. e suas continuações a terem todo esse sucesso? A fórmula não poderia ser mais simples: um jogo simples, mas extremamente divertido e viciante. E Super Mario Bros. foi lançado no momento certo. No ano de 1985, o mundo gamístico voltava a ter forças depois do crash de 84. As pessoas se surpreenderam com o novo estilo de jogo, antes acostumadas com games com tela fixa do Atari, mas agora Mario formatava um novo estilo, uma nova mecânica de jogo, a chamada ação de plataformas, popular até hoje mesmo com os jogos em 3D. A tela “rolava” (ou como os americanos dizem, side-scrolling), revelando um grande mapa, com elementos de exploração e inúmeros segredos que se escondiam em blocos ou passagens secretas dentro dos famosos canos. A variedade de cenários era gigantesca se comparada aos velhos jogos de Atari e similares, com mapas que tinham passagens para fases nos céus, em oceanos em ambientes subterrâneos, com uma grande variedade de inimigos e chefes no final de cada fase.

Além do protagonista, outros personagens da série acabaram ganhando o estrelato, como é o caso do Bowser e a princesa Peach, e claro, o seu irmão Luigi. Outros amigos e inimigos foram surgindo, alguns ganhando nome e jogos próprios, como é o caso do dinossauro Yoshi e do rival Wario.

Não é a toa que Super Mario Bros. do nintendinho 8 Bits é o título mais vendido de toda a história dos games, com 40 milhões de cópias vendidas no mundo todo e reconhecido pelo livro dos recordes Guinness. Durantes os seus 20 anos de estrada, inúmeros games foram lançados, e a franquia de Mario já chegou a vender mais de 180 milhões de unidades no mundo todo.

Mas para alguém que já rivalizou a popularidade de Mickey Mouse, Mario acabou encontrando um rival a sua altura, uma pedra no seu sapato que o incomodou por algum tempo, na forma de um ouriço azul. Sonic, o carismático e veloz mascote da Sega, realmente incomodou bastante a vida de Mario durante a era dos 16 Bits, e mesmo o game Super Mario World do Super Nintendo ser uma das mais notáveis aventuras do bigodudo já feitas até então, ele passou por momentos difíceis com o ouriço azul correndo por aí. Mas isso é história para uma outra matéria, mesmo porque hoje em dia o famoso ouriço corre também nas plataformas Nintendo, tendo achado no GBA o lugar perfeito para as suas aventuras em 2D.

E no Brasil?

No Brasil a Nintendo seria representada pela Playtronic Industrial Ltda somente no final de 1993, entre uma fusão das empresas Gradiente e Estrela. A Sega já dominava o mercado brasileiro graças a competência e excelente suporte da Tec Toy (que até hoje existe e ainda fabrica os videogames, mesmo sem o suporte da Sega). Apesar da Playtronic não conseguir o mesmo êxito que a Tec Toy alcançou (a Platronic durou apenas alguns anos, e a Nintendo vendo que a Sega já não era mais uma ameaça e como o Playstation não tem representante oficial aqui, largou a empresa a deriva que fechou as portas) ela chegou a lançar os consoles e games Nintendo por aqui. A principal vantagem disso era que tanto ela, como a Tec Toy abaixam os preços dos seus produtos, e quem saía ganhando era o consumidor. Sem dizer das propagandas, dos jogos que eram lançados simultaneamente com os EUA e tranqueiras oficiais que chegavam aqui. É, o Brasil já teve o gostinho de experimentar esse concorrido mercado de games do jeito que ele é nos EUA e outros países (bom, não exatamente do mesmo jeito, mas pelo menos uma parte dele).

A Playtronic tinha uma forte adversária na Tec Toy (que tinha 75% do mercado brasileiro com os seus consoles), que fazia uma fortíssima campanha de marketing em volta dos seus carro-chefes, o Master System e o Mega Drive, lançando jogos em português e jogos modificados para atender ao público brasileiro, como Chapolin e a Turma da Mônica. Isso obrigou a Playtronic a investir também em seu marketing com diversas propagandas em revistas e jornais, e até uma reportagem no Fantástico sobre a sua chegada.

Entretanto o Nes 8 Bits não fez muito sucesso por aqui, primeiro por causa da demora da sua entrada no mercado brasileiro e segundo por que aqui já existia anos antes clones piratas do console, como o famoso Phantom System (por ironia, da própria Gradiente), o Hit Top Game (eu tinha um desses), o Dynavision, entre muitos outros. É claro que a Nintendo não deu nenhuma licença para todo esses consoles, ou seja, era tudo pirataria, mas que ajudou a popularizar o nintendinho 8 Bits.

Em 1996, por algum motivo desconhecido, a Estrela abandonou a empresa, que passou a se chamar então de Gradiente Entertainment Ltda (o que deixou os produtos Nintendo bem mais caros no mercado) e tempos depois, no início de 2003, a própria Gradiente em declaração oficial, disse que deixaria de fabricar e comercializar a linha de videogames, encerrando a parceria com a Nintendo no Brasil.

E no fim das contas

Ok, estamos quase chegando ao final dessa retrospectiva e eu gostaria de dizer para os fãs mais fanáticos da Sega e Nintendo não virem me aporrinhar, dizendo que esta matéria está toda errada, que um ou outro videogame é o melhor do mundo e blá, blá, blá. Tudo que foi aqui escrito teve um trabalho minucioso de pesquisa em sites brasileiros e estrangeiros, além das minhas próprias memórias, para trazer a vocês fatos interessantes da história desse inesquecível videogame da melhor maneira possível. Quem quiser pode assistir a esse documentário da BBC, Inside Nintendo, que mostra muita coisa que foi dito aqui.

O surgimento do Super Nintendo foi responsável pela mais notória e histórica guerra dos videogames, com as duas empresas, Sega e Nintendo, fazendo de tudo para agradar aos consumidores, que ganhavam cada vez mais jogos melhores e melhores. No final das contas foi uma guerra “saudável” e quem venceu? Considerando que o Snes virou o jogo no segundo tempo (mas isso não apaga os milhões de Mega Drive vendidos até então) ele não fez feio. Quem realmente ganhou mesmo foi o público consumidor. Quem viveu naquela época jamais vai esquecer os comerciais, as capas de revistas com as mascotes das empresas, entre outras coisas.

O Super Nintendo fez história no mundo e conquistou uma legião de fãs em toda parte, inclusive aqui no Brasil. Muitos consideram o console como o melhor já feito pela empresa, com a melhor lista de jogos que nenhum de seus sucessores conseguiu superar. O 16 Bits mais vendido na história, com aproximadamente 45 milhões de unidades vendidas em todo o mundo. A Nintendo, que já dominou o mercado, hoje encontra-se disputando o 2º lugar com a Microsoft (e a Nintendo corre sérios riscos de perder) e a Sony reina absoluta no primeiro lugar. Depois de tropeços com o N64 (a Big N também erra) e a tentativa do Game Cube (que perdeu pro PS2), ainda resta a esperança do seu novo videogame Revolution. Mas independente do resultado disso, o Super Nintendo será sempre lembrado pelos seus fãs como o melhor videogame da história.

Fonte: Game Hall

Uma resposta

  1. very cool bitch

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: